
Depois de algum tempo fora e já com muito trabalho em atraso, cá estou de volta e já com saudades da oficina.
Estes sapatos são para a minha filha C e para alem de uma pele fantástica tem a particularidade de serem construídos quase na totalidade a partir de uma única peça, o que remete para um dos primeiros e mais primitivos métodos construtivos do calçado.
A este modelo vou chamar CHARNECA, numa alusão a um dos locais onde a minha mãe lavava a roupa no verão e que significava para nós filhos tardes de magnificas aventuras, o local consistia numa nascente de agua, coberta por uma enorme pedra ladeada de inúmera vegetação e com uma frescura muito particular.
Tive curiosidade em ver no dicionário o significado exacto de Charneca e qual não foi o meu espanto quando descobri que o significado no dicionário da Porto Editora é «terreno inculto e árido onde há apenas vegetação rasteira» como havia ali alguma coisa que não batia certo fiz mais algumas buscas internetianas e descobri através da Wikipédia que no Brasil charneca significa o oposto ou seja zonas mais pantanosas como por exemplo um banhado «local húmido, com certa quantidade de água existente em zonas rurais.»
Gosto agora de pensar que tenha sido um qualquer (Brasileiro de Torna - viagem) que por ali tenha passado e dado aquele nome ao local virando do avesso um desértico significado...plasticidades linguísticas....blá blá blá....
24 Junho 2009
Charneca
04 Maio 2009
Suspensos...
Aqui ficam suspensos os últimos Machado que fiz já no final de Março. Quanto ao próximo trabalho o Nº 200 posso dizer que são para um manequim para o Museu do AR que representa a figura de João Torto que em 20 de Junho de 1540 tentou voar lançando-se de asas do cimo da sé de Viseu a historia para ele não acabou nada bem (descubram vocês) mas para mim o que gosto deste episódio é a tentativa de voo seja de que maneira for...
California Dreams

Estes Machado já caminham pela Califórnia, demoraram mais um pouco a fazer do que o tempo que tinha previsto mas definitivamente há certos trabalhos dadas as suas especificidades que não podem ser feitos de acordo com a agenda mas sim por uma predisposição físico/mental que sem a qual não vale a pena nem começar...
perna acima...

Andei imenso tempo as voltas com estas botas, na verdade elas são apenas a continuação (perna acima) de outras Machado, o problema que se colocava era fazer subir o cano e continuar a trabalhar com um molde único e isso é mesmo muito difícil, um molde único deste tamanho a quando do corte da pele provoca um desperdício completamente indesejável.
A ideia no entanto é continuar a tentar mas repartir o molde.
Para a C um beijo sem herpes e a promessa que os atacadores prometidos não estão esquecidos...
fora de portas...

A mais de um mês por razões de força maior que estou afastado da minha oficina e por mais um vou continuar. Assim só agora publico os últimos trabalhos que datam já de Março.
Deste Abril (possivel) que passou não haverá Machados a publicar pois apenas tive a oportunidade de fazer uns tantos esboços/ideias para desenvolver ou esquecer mais tarde...logo se verá...
27 Março 2009
rugas...
do valor...
Estas botas foram vendidas metade por livros metade por dinheiro, adorei a troca e penso que ninguém saiu a perder.
Vem isto a propósito de uma situação que sempre me tem acompanhado desde que comecei esta aventura que se prende com o real valor dos Machado.
A pouco tempo recebi um email onde alguém me dizia dando-me os parabéns pelo trabalho que de facto o preço dos mesmos é que era um pouco elevado dada a conjuntura etc etc...
Claro que fiquei a matutar naquilo e a pensar que se aquela pessoa provavelmente soube-se o tempo e a dedicação que é necessária para fazer uns Machado não vinha dizer que eram caros mas sim que eu era louco.
Na verdade os preços dos Machado tem vindo pouco a pouco a subir e assim vai continuar a acontecer até atingirem o valor que para mim é o justo.
Não quero com isto dizer que estou a ter prejuízo não é disso que se trata, o que acontece é que a estratégia que defini para começar esta aventura, passa por uma subida progressiva dos preços à medida que a procura aumenta e os Machado se credibilizam e se afirmam.
Vermelho indefinido

Para estas botas utilizei uma pele que já andava a guardar à algum tempo, pois só dava para um par e não podia grande.
Por vezes acontece ter vontade de ir colocando algumas peles de lado sempre com a sensação que ficam ali para uma peça especial.
O que mais gostava nesta pele para alem de ser muito maleável era a sua cor indefinidamente vermelha...
Para contrapor ao facto de ser muito maleável utilizei um forro mais grosso e o resultado na minha opinião resultou bem.
11 Março 2009
Patachata revisitada...
10 Março 2009
Abril águas mil...
22 Fevereiro 2009
the FOB...

Este par de sandálias que já fiz no ano passado foi a minha 1º tentativa para um pedido dos The Fabulous Orthopedic ballets (colectivo conceptual internacional) para a intervenção cénica com o nome de código: Hermes 09 príncipe da eloquência e Deus dos que de noite se orientam.
No entanto ainda não estou satisfeito, e como ainda tenho uns meses para concluir este trabalho vou fazer mais algumas experiências, em especial fazendo subir o modelo mais um pouco.
Brincar, Sempre!!!

Não posso dizer que sou grande fã do Carnaval, penso que herdei isso dos meus pais, há no entanto uma coisa desta quadra que recordo com muito gosto da minha infância e que penso ser ainda hoje a razão porque gosto tanto de chapéus.
Adorava quando o meu pai me construía chapéus em cartolina apenas com o recurso a um compasso,uma faca (de sapateiro) e cola, mais do que o chapéu, era estar ali ao pé dele a ver a peça (para eu brincar) nascer das suas mãos.
Não sei se foi com isto na cabeça ou não que já há três anos construi para a C usar no Carnaval este chapéuárvore que ela de vez em quando ainda usa nas suas teatrices...
Orla...

Orla é a linha que separa o mar da terra.
Orlar aprendi com o meu pai, é também uma forma de acabamento nos topos dos sapatos.
A partir da ideia de linha circular voltei a pegar no modelo nº 114 e redesenhar de novo.
Um abraço à T que teve a ousadia de aceitar o desafio de ser a 1º a calçar este novo modelo, é muito bom ter clientes que aceitam pisar o risco, do dado adquirido...
Egitâno

Este Modelo que já tinha feito há algum tempo, e que gosto particularmente vai chamar-se Egitâno, numa referencia às magnificas terras raianas de Idanha (em particular Idanha a Velha) terra de que gosto muito e que vale sem duvida uma visita demorada...
No período Romano e sob o domínio dos Flávios 69-96 DC recebeu o titulo de Monicipio (Civitas Igaeditanorum).
Em Idanha a Velha ainda hoje é possível comprar adufes feitos por algumas mulheres da terra que teimam em tanger as peles e dar voz aos seus belos cantos, senhoraaaaa!.... senhoraaaa!!... do Almortão...
06 Fevereiro 2009
Black Suitcase

Pela primeira vez aventurei-me na construção de uma mala rígida em couro, como não consegui muita informação de como fazer, avancei fazendo e desfazendo.
Foi acima de tudo uma boa oportunidade para aprender mais um pouco.
Depois de tantos revezes foi muito bom ver o resultado Final.
Uma das coisas que mais gozo me dá é partir de um simples esboço e ver a metamorfose acontecer...
Medidas: 37cm x 31,5cm x 7cm
Ponta no ponto...
Um Mocho à espreita...

Se há coisa que gosto de integrar no meu trabalho é o acaso , foi isso que aconteceu nesta pequena bolsa 12cm x 8cm x 3cm feita de encomenda para levar tabaco de enrolar e as respectivas mortalhas.
Só já quando estava quase terminada me apercebi que fechando com a divisória das mortalhas para fora ficava evidente que ali espreitava um mocho...
16 Janeiro 2009
pela mão de Eva...
Se houver alguma coisa positiva em ser respigador compulsivo, é de vez em quando descobrir por entre as camadas de tralhas que se acumulam coisas que já nem sequer me lembrava, aconteceu assim com esta foto que tirei à D, pouco antes da entrada em cena para o mais um dos muitos espectáculos da " Teologia da Queda".
Para este espectáculo de dança Criado e sonhado por Luís Carolino para o Ballet Contemporâneo do Norte em 2003, entre outras coisas tive o grande privilegio de criar alguns adereços como é o caso desta prótese/jóia/armadura, usada na mão da personagem Eva após a sua queda...
14 Janeiro 2009
Xutacrise!!!

Comecei com estas botas a minha produção em 2009 e é com elas que desde já espero começar a chutar a crise capital que me servem como única opção de ementa para os próximos anos, depois de trinta e tal anos a ouvir falar sistematicamente em crise tirando é claro os Portugoasis Expo98 e Euro2004 vou definitivamente criar um modelo que ficara desde já baptizado como Xutacrise e tentar assim, neste pantanoso ambiente capitalizar a ideia, muito ao jeito do fantástico Final das «Aventuras de João Sem Medo » de José Gomes Ferreira em que o pequeno João sem Medo de tão farto das infinitas fadochoradeiras do seu povo resolve criar uma fábrica de fazer lenços, descobrindo assim as lágrimas dos ovos de ouro...
Le noir bourgeois...

Comecei o ano às voltas com mais uma burguesa, espero no verão começar a comercializa-las.
Por enquanto ando ainda a fazer experiências de materiais/formas/funções.
Neste Modelo as dimensões: 41cm x 32cm x 16cm são um pouco maiores do que a anterior e ao contrario daquela tem varias divisórias (5 ao todo) sendo que 2 são completamente fechadas por fechos zip, num dos separadores é utilizado uma faixa elástica com 20cm de largura a pensar sobretudo num computador.
Quase toda a mala é cosida à mão com linha de nylon ensebada.
Os preços para uma Burguesa vão andar entre os 200 e os 250€.
31 Dezembro 2008
Muito Bom Ano 2009!!!

Apesar da crise Capital, 2008 foi um ano bom para o projecto Machado que calma e maratonamente vai perseguindo os seus objectivos (fazer sapatos para quem quer ter os pés no chão e o coração nas nuvens) …
Nesta altura de balanço quero destacar e agradecer a entrevista (com tempo) que a jornalista Joana Fillol e o Fotografo Filipe Paiva me fizeram para a revista Visão nº 816 de Outubro 08, e pela qual lhes estou muito grato, ainda para mais porque foi feita apenas pela vontade jornalística deles em dar a conhecer o meu trabalho, que conheceram através do blog, aos dois um grande abraço.
Também á Rosa Pomar um grande abraço pela forma como promoveu o meu trabalho com as suas amplificadas e muito generosas palavras.
Por fim quero agradecer e desejar a todos aqueles que tem vindo a acompanhar este eco um muito Bom Ano 2009!!!.....9999…..9999….9999…..
30 Dezembro 2008
Le Bourgeois...
29 Dezembro 2008
melodias portuguesas...
27 Dezembro 2008
Botas no sapatinho
ainda do verão azul...

Também estas pontilhas vão para Espanha, mais concretamente para os pés de um dos membros da companhia de marionetas LA FINESTRA IMAGINÀRIA na verdade esta companhia é também uma família muito simpática e bem disposta, foi um grande prazer ter-me cruzado com eles na Viagem Medieval de Santa Maria da Feira este verão, espero que no próximo ano eles voltem pois nesta edição não tive a possibilidade de ver o seu trabalho, para eles um grande abraço.
http://www.lafinestraimaginaria.blogspot.com/
22 Dezembro 2008
Rosaflor

Mais umas pontilhas que vão para Espanha, já estavam encomendadas desde o verão mas só agora tive o momento e sobretudo a disposição para meter as mãos na massa (as vezes tenho que esperar por aquele momento...) este trabalho devido ao delicado processo de virar o bico não pode ser feito quando eu quiser.
Pé d'igualdade

Na verdade estas botas foram a 1º tentativa do modelo nº 170 que depois na 2º tentativa ficaram mais altas, como a zona do talão (parte de trás) estava muito apertada só mesmo um pé muito magro as poderia calçar, por isso deixei-as para traz e segui para outras....
Agora e depois de algum tempo em repouso terminei-as para a minha irmã M João a quem como a muitos outros elementos da família já tinha prometido umas Machado à algum tempo, ainda que estejam todos em pé de igualdade com uma família tão grande, a espera é mesmo obrigatória... mas compensatória pelo menos assim espero!!!
incidente cirúrgico com final feliz...
09 Dezembro 2008
cordorlandofonias...
Chão Rosa...

Nº 174
Depois de umas botas um pouco mais pequenas que o desejado, aqui ficam as botas da E que a Rosa pomar amavelmente fotografou (ainda não encontrei a minha máquina, por enquanto ando a cráva)
Aqui vai o meu público agradecimento à Rosa Pomar http://www.aervilhacorderosa.com/ pelo seu interesse e promoção do trabalho alheio...
Espero que a E esteja contente e desfrute as suas Machado ao máximo, agora que chove e há tantas poças apetecíveis para jogos aquáticos de equilíbrio sem rede.
Mais uma vez muito obrigado, desde ontem que as visitas no meu blog dispararam de uma forma avassaladora graças é claro ao teu estatuto de craftopinionmaker e fabulosa criadora.
Um grande Abraço.
05 Dezembro 2008
No país da Bota...
Bota pequena, rima com muita pena....
4º a DTO...
Pé coxinho...

Como já aqui escrevi, por norma não faço sapatos com correcções ortopédicas, mas há sempre algumas excepções sobretudo quando eu conheço as pessoas em causa como foi este caso.
A solução foi a criação de uns Patachata divertidamenteassimétricos, numa atitude completamente contra os clássicodeprimentes sapatos pretos de aleijadinho!
17 Novembro 2008
Dia D...
12 Novembro 2008
Ciao!!!
17 Outubro 2008
Catarina hatbird...
16 Outubro 2008
Arabicos Movimentos...





Agora que está quase quase a estrear (muita merda) aqui fica o meu publico agradecimento á Maria João Trindade pelo convite que me fez para a criação dos sapatos para os actores/manipuladores e algumas marionetas e ainda alguns acessórios do Espectáculo
EQUIPA ARTÍSTICA
Pode saber mais aqui:
26 Setembro 2008
VELHAS CAMINHEIRAS...
23 Setembro 2008
Chapéus prá Farsa
Ainda no inicio de Agosto,tive o prazer de mais uma vez colaborar na criação de alguns adereços, para uma nova criação do Teatro e Marionetas de Mandrágora "A Farsa de Mestre Pedro Pereira" a partir do texto de um Anónimo francês do século XV(1486) " A Farsa de Mestre Pathelin" que apresentaram em estreia na Viagem Medieval de SMFeira 2008.
Direcção Artística: Clara Ribeiro e Filipa Alexandre
21 Setembro 2008
mais vale tarde ...

Já me ia esquecendo destas Sandálias que já fiz a algum tempo.
Foram as segundas que fiz deste modelo, e penso que vão no bom caminho...
pela 1º vez trabalhei com uma cortiça misturada com borracha para criar uma palmilha mais ergonomica para o pé.
Gosto mesmo muito desta pele, e penso que o resultado final ficou muito bom.
PONTILHAS
13 Setembro 2008
Setembro 11
A QUATRO MÃOS...




Estes quatro par de botas todas Palmilhadas foram feitos a quatro mãos entre mim e o meu Pai, e é de facto um privilegio para mim poder contar com ele sobretudo para (Palmilhar a obra) pois para alem de trabalhar a uma velocidade incrível é de uma exigência e rigor que faz toda a diferença.
As botas castanhas Nº 164 foram de todos os sapatos por mim apresentados na Viagem Medieval, os mais apreciados, e ao que sei foram para Terras de sua Majestade, já as botas Nº 163 foram para terras Gaulesas, quanto os pares Nº 161/162 que de longe são os pares mais especiais ainda estão na minha posse, para quem tiver interessado são o Nº 41 e custam 150€ cada.
PATAGÓNIAS
Vendaveloz...
A caminho de Olisipo...
VERMELHOCURVO
16 Julho 2008
IMAGINÁRIOSMEDIEVAIS...
Ao pé da Família!...
30 Junho 2008
Cá por casa...
PATAGÒNIA

Este novo/velho modelo é a recriação de um sapato simples da Idade Media séc X ao séc XVI, dada a sua forma era de fácil execução o que o tornaria popular e barato junto das populações menos abastadas esta é apenas uma teoria/especulativa minha.
Quanto ao nome Patagónia deve-se ao facto de se tratar de um sapato mais uma vez bastante largo mas também por ser muito mínimo de linhas a nível formal eu diria muito estepeniano, Como a Patagónia foi baptizada por Fernão de Magalhães (ao serviço do rei de Espanha na grande Viagem da Circum-Navegação em 1520) aparentemente pelo facto de os índios locais os TEHUELCHES serem muito altos e terem pés enormes.
Como soube disto por mero acaso enquanto andava as voltas com este par, resolvi dar-lhe esse nome e penso que por acaso lhe calçam bem...
23 Junho 2008
Dedode fora

Com o tempo a aquecer sabe bem ficar de dedos de fora...Não é que vá fazer muitos modelos,pois nesta área especifica há muita gente a fazer sandálias fantásticas (quem nunca calçou umas originais Birkenstock não sabe o que perde), no entanto vou tentando encontrar 3 ou 4 modelos que tenham o seu espaço.No caso destes modelos só o nº 146 já está como pretendo falta só trabalhar mais a palmilha, pois é ai que está o segredo de umas boas sandálias, já tinha feito este modelo há para ai 4 anos para uma amiga e ainda resistem, vou baptiza las com um nome de uma flor tipo trepadeira que a minha tia Titeresa tinha na entrada de casa dela e que de uma forma muito leve e bela procurava o seu caminho ao longo das paredes brancas da cal.Tenho que pedir o nome desta flor á minha tia, mais ainda porque esta minha memoria é também térmica,lembro-me muito bem de como aquele espaço era fresco e agradável naquelas longas tardes de verão.
Another bag boots
13 Junho 2008
Plágios Naturalis...
Botas 140+141
26 Maio 2008
Chapéus há muitos...
Também para o grupo Compassos do Tempo e com base em alguns desenhos, construi este modelo, que foi recusado pelo grupo por falta de autenticidade.
Em serie...
Terminei a pouco esta encomenda para o grupo de recriação de danças antigas, Compassos do Tempo, na qual andei duas semanas e picos a trabalhar.Depois de varias experiençias na construção (a ideia era a recriação de umas botas do século XII com bastante rigor do ponto de vista formal mas com adaptações a nível estrutural que lhe conferissem mais resistência) penso que o resultado final foi muito positivo,possibilitando ainda uma relação qualidade/preço muito boa.
07 Maio 2008
VOO LIVRE...

Este engenho de voo já tem mais de um ano , foi feito para uma peça do Ballet Contemporâneo do Norte, que por motivos vários não chegou a ver a luz de cena...
A ideia partiu da coreógrafa Elisa Worm, que queria um objecto para por na cabeça de uma bailarina e fazer girar um grande laço ( a imagem que serviu de ponto de partida era uma foto fantástica da mesma tirada enquanto menina nos anos 40 com um enorme laço na cabeça).
Agora está na minha oficina e é de lá que de quando em vez eu e a Catarina nos lançamos em grandes voos... livres é claro.
Aproveito também para mandar um grande abraço aos actuais (tripulantes) do BCN e é claro desejar-lhe muitos bons voos.












































